28/11/2014

Nosso Menu - Semana 49/52


Esta semana o menu é da C. do Da Cor das Cerejas.

Conheci a C. através do blogue, ela é uma das minhas maiores fieis seguidoras e quase que me atrevo a dizer que desde o inicio, um dia descobri que também ela tem o Da Cor das Cerejas, descobri que é mãe de duas cerejas e tem um morango a caminho, descobri pelas suas palavras e por aquilo que já falámos que é practica, bem disposta, decidida, simples e feliz com uma família que enche a mão e o coração.

Obrigada querida C. por este menu de tendências asiáticas, diferente, mas não menos delicioso. 

27/11/2014

Semelhanças...

Durante a gravidez do V. diziam-me várias vezes que era uma valente, uma corajosa por vezes ouvia até, uma heroína.

Fui? Não, claro que não.

Mais do que uma amiga me disse que não aguentava o que eu passei, que lhes era impossível permanecer numa cama durantes meses.

Ai não, então? Qual era a solução? Qual era a mãe que não fazia exactamente o que eu fiz? 

Uma amiga que no outro dia falava sobre mim a terceiros, defendia fervorosamente a minha valentia, que me comparava, e que rematou com: e estava sempre de sorriso na cara. Que suspeita!

Enfrentei a situação sempre com pés na terra, sempre de cabeça fria e sempre a acreditar que o dia seguinte seria melhor que o anterior, nunca me entreguei, nunca me deixei trair pelos vários contratempos, se foi difícil? Sim foi, tanto, muito, imenso, mas afinal de contas acontecesse o que acontecesse eu já era mãe, eu já tinha uma filha que precisava de mim e tinha que estar bem nem que fosse só psicologicamente para e por ela.

Tive muitos baldes de água fria, muitas desilusões, como quando achava que íamos no bom caminho e voltávamos à estaca zero, 7 internamentos, e cada vez que dava entrada no hospital e até ao momento em que aquele ecografo encontrava um coraçãozinho a bater eram momentos tortuosos.

Nada do que passei faz de mim uma heroína, quis a natureza que as coisas fossem desta forma e tive que me conformar com isso.

A forma como encarei a situação não faz de mim pior ou melhor, as coisas são como são, sempre me foi incutido pela minha Mãe o espírito de que: o que tem que ser tem muita força; o que tiver que acontecer acontece; o caminho é para a frente; não dar importância ao que não importa; não perder tempo com o que não vale a pena; há coisas piores; não me entregar; a dor e o que sentimos não tem hierarquia; não és mais do que os outros...

Confesso que quando era mais nova me irritava esta maneira de ser da minha Mãe, este sentido pratico e calculista que a meu ver até roçava a frieza, gostava que ela às vezes me passasse a mão na cabeça e me deixasse mergulhar nas minhas mágoas, mas não, a resposta era sempre, mas que importância é que isso tem? Mas isso é um problema? Hoje percebo a sua intenção e agradeço, e não, ela afinal não é calculista nem fria, ela simplesmente não quis uma filha frágil e por vezes insegura como ela o é.

Afinal nem todas as Mães querem/criam os filhos à sua semelhança!

25/11/2014

Para lerem quando crescerem* #3


Saltei de sorriso rasgado nos dias que descobri que vocês moravam em mim,

Saltou o meu coração, os vossos, os nossos, os dos 4,

Saltaram dentro de mim, os saltos que só eu sentia, os saltos de crescimento, os saltos de discórdia quando eu estava para a direita e vocês queriam estar para a esquerda,

Um dia saltaram da minha barriga para a vida, enquanto pequenos saltam de colo em colo, uns mais quentes, outros mais afáveis, todos cheios de carinho e amor mas… peço desculpa… nenhum como o meu, o meu que é recortado e moldado ao vosso tamanho, nenhum como o do vosso Pai que vos abraça e encaixa na perfeição.

Os primeiros passos levam a que queiram mais e mais, querem correr e saltar, saltar em cima da cama enquanto ecoam as gargalhadas contagiantes que emocionam aqueles que vos amam, Baby V. tu ainda não saltas com os teus próprios pés, mas Baby M. tu sim, e adoro os teus saltos, com os dois pés, pouco sólidos, descoordenados mas intensos como que a afirmares-te, com o tempo os pequenos saltos vão ficando destemidos e vão querer saltar mais e mais alto, vão conseguir com firmeza saltar com um só pé, vão dar saltos para a agua, saltos à corda, ao elástico…vão crescendo e saltam de escola em escola, espero que não de curso em curso, vão saltando de namorado em namorado, saltam de trabalho em trabalho e vão ouvir falar muito do salto na carreira, vai chegar o dia que saltam da nossa casa e saltam para os braços de alguém com quem vão querer passar o resto da vida, saltam para um casamento, para uma casa nova, e eventualmente saltará de vocês um filho.

Os saltos da vida, a vida é feita de saltos, altos, baixos, pensados, ponderados ou aqueles por impulso aqueles sem pensar, saltem, saltem muito, com um pé com os dois mas sempre com o cuidado de ver onde vão cair, onde vão pisar, onde vão aterrar, saltem de para-quedas (eu e o Pai saltámos, um dia conto no que resultou), saltem fora do que não gostam ou não vos faz bem, evitem saltar no escuro, saltem os obstáculos, dancem aos saltos, tu baby M. saltarás de saltos altos, saltem de alegria e façam alguém saltar de alegria, sim salta-se de alegria e não há idade, façam alguém saltar para os vosso braços, para o vosso abraço, colo, beijo, para vocês.

A vida é feita de saltos, quero conseguir ensinar-vos a saltar, ensinar-vos a saberem onde põem os pés, que o mundo seja pequeno demais para os vossos saltos.

Com amor 
Mãe 


*para quando souberem ler

24/11/2014

Aqui já fui feliz


A caminho do edifício olhei-o de alto a baixo e sorri, à medida que me aproximava aumentava o sentimento de "back home", um ruído de fundo tão próprio, um cheiro familiar inconfundível, um Olá gigante, um abraço de saudade e um beijinho de carinho foi o que encontrei pelo caminho até ao gabinete da consulta. 
Sentada à espera dei por mim a pensar que não me importava nada de voltar aos dias menos fáceis, aos dias em que ele morava em mim.
À saída olhei para trás e voltei a sorrir, não esqueço o lugar que outrora foi a minha casa, onde apesar de tudo já fui tão feliz! 

❤❤❤❤

6 meses de baby V.

Dia do Pijama - Foto da Educadora M.


Chegaste de rompante, tiraste-me o ar, arrombaste a minha vida sem licença e eu deixei e eu deixo que assim seja todos os dias, sem barreiras, sem limites…

Conquistas-me a cada olhar, desarmas-me a cada toque, apaixonas-me mais ainda a cada sorriso.

Achava que era impossível amar dois homens ao mesmo tempo…amar intensa e incondicionalmente dois homens.

Sim, estou apaixonada por ti... como é que vou dizer isto ao teu Pai?

Isto está a tornar-se sério.

Nosso Menu - Semana 48/52


Devia ter sido na 6ª feira...

Atrasado...

Muito atrasado...

Mas ainda assim com muita vontade.

Boa semana!

21/11/2014

A vida sexual depois da maternidade. Vida quê??!

A P. do Crónicas da Maternidade lançou o desafio: crónicas polémicas, lancei o assunto: Sexo depois da Maternidade, mas nunca pensei que me convidasse para ser eu a escrever sobre o que acabará de propor. 

Mais do que polémico foi-me difícil de escrever, como poderia eu escrever de forma generalizada sobre um assunto tão pessoal, não foi de forma generalizada.

Post escrito para o Crónicas da Maternidade




Tinha perfeita noção no que me estava a meter quando aceitei escrever esta crónica, não é um assunto fácil, é complicado, delicado, talvez até meio tabu para algumas mulheres.

Pensei muito na maneira como iria escrever sobre este assunto: no plural? Mas quem sou eu para falar da experiência das outras mulheres? Uma experiência tão pessoal. Quem sou eu para dizer que se deve fazer desta maneira ou de outra? Dizer isto ou aquilo?
decidi não complicar, ir directa ao assunto, sem rodeios , sem tabus, de forma simples, de forma real.

Quando a maternidade bateu à minha porta esta de imediato ocupou o papel principal na minha vida, toda a minha vida girava à volta da bebé, todos os meus poros respiravam bebé, não havia mais nenhum assunto que ocupasse ou interessasse à minha cabeça, estava realmente imbuída, embrenhada neste meu novo papel, esquecendo tudo o resto que me rodeava.

Passado pouco tempo a minha mãe perguntou-me se eu já tinha retomado a minha vida sexual, vida quê? Essa era uma vida apagada e esquecida na minha cabeça, não havia espaço, nem interesse nesse assunto.

Aos poucos comecei a pensar nisso, depois comecei a pensar mesmo seriamente e apoderou-se de mim um medo, deitava-me lentamente na cama para ele não dar por mim, afastava-me para não lhe tocar, ou ia a correr mais cedo do que ele para a cama para quando chegasse eu estivesse a dormir, sabia que talvez estivesse a ser egoísta mas e o medo?! O medo da dor, o medo de não estar à altura, o medo de ele olhar para mim com outros olhos e que não me desejasse, afinal a minha barriga era agora flácida, e o peito mole e descaído, a vergonha dos quilos a mais,  não me sentia confortável no toque e pensava no que ele ia pensar, reagia ao toque encolhendo-me ou acrescentado uma peça de roupa pensando ainda e se eu não tivesse prazer? não me sentia capaz de me entregar, como me conseguia eu entregar se eu não me aceitava fisicamente.

O afastamento físico por vezes levava à perda de cumplicidade, de intimidade e isso assustava-me, e se ele salta fora? aliado ao facto de ter uma bebé, ter que trabalhar, ter uma casa ainda tinha sobre os ombros esta responsabilidade, tive muitas vezes vontade de até avançar mas o medo falava mais alto, tinha vontade que fosse ele a dar o primeiro passo, queria que me facilitasse a vida mas estava tão insegura que também não tinha coragem de lhe dizer, ele não avançava, percebia e sabia dos meus medos e receios e respeitava-me, às vezes era um alivio ele não avançar, outras vezes, pensava que se não avançava  não queria saber de mim, não estava interessado, já não gostava de mim, ou se até tentava avançar já não me estava a respeitar, preciso de tempo, de arrumar as ideias, hormonas são vocês?

Aliado ao medo, o cansaço, a privação de sono, no fim do dia só queria chegar à cama e tentar dormir as poucas horas que a bebé me deixasse.

Depois do medo e do cansaço, as hormonas, caramba afinal eram mesmo elas…

Estas hormonas revoltadas que teimavam em tomar conta da minha personalidade, da minha vontade própria, amamentar desencadeia uma alteração hormonal que muitas vezes faz com que haja uma alteração da libido e existe uma baixa de produção de estrogénio que interfere negativamente na sexualidade, o aumento da Prolactina, hormona que provoca a anti líbido, o anti desejo sexual leva à diminuição do estrogénio que dificulta a lubrificação vaginal que causa o desconforto, o que acarreta a perda de desejo por associar a relação sexual à dor e que bloqueia a produção de testosterona.
Como é que eu podia fazer frente a isto? Testosterona onde andas tu? É que ele caiu num caldeirão.

Neste assunto, julgo que a cabeça recupera bem mais devagar do que o corpo, a vida sexual é certamente um dos pontos mais afectados na relação de um casal depois da chegada dos filhos, por uma mistura de questões hormonais, físicas, emocionais e até mesmo de prioridades, mas é uma fase até serem ultrapassados todos os medos, depois tudo volta ao normal e passado algum tempo já estamos a pensar em engravidar outra vez e nessa altura somos nós quem pensamos em sexo a toda a hora.

Este é um assunto sem fim, com opiniões, vivências e experiências tão próprias, mas atrevo-me a falar no plural para afirmar que retomar a vida sexual depois do parto é assunto que mete medo a muitas mulheres.

E sim, já temos outro filho!

8 meses de blogue

Quando comecei a contar a algumas amigas que estava a pensar criar um blogue houve quem me dissesse para pensar bem, que dava trabalho, tinha que lhe dedicar tempo, que o tinha que alimentar diariamente sob pena de ficar esquecido, de deixar de ter interesse e as pessoas o esquecerem.

Não liguei, conforme disse no 1º post deste blogue, sabia-me e sei-me sem grande dom para brincar com as palavras, nunca na vida tinha escrito nada, até hoje continuo sem ligar ao que me disseram há 8 meses atrás.

Escrevo por mim, para mim, para eles e para quem mais me quiser ler, e não, não dá trabalho nenhum, há dias que tenho que por um travão a mim própria e deixá-lo um bocadinho, não sou eu que o alimento, é ele que me alimenta a mim. 

Gosto tanto deste meu 3º filho. 

20/11/2014

Sempre o tempo...



Há um tempo atrás querias adormecer no meu colo, dormir no meu colo...

Agora sou eu quem queria que adormecesses no meu colo, mas enquanto te embalava disseste-me baixinho: Mamã cama!

Ai tempo se eu te apanho! Tu foge...tu voa...para bem longe!

19/11/2014

"Sogrices"

A minha sogra é cumpridora, não é nada daquelas que eu lhe peço para fazer de uma maneira e ela faz de outra, se lhe digo, que para lhes dar banho, use os produtos da Uriage que estão na banheira pois então que assim seja.

Baby M. foi para a escola com o cabelo bem cheiroso. 

18/11/2014

A nossa troca de emails

Eu e o A. trocamos emails durante o dia, vários, hoje de manhã foi assim: 

A: O teu filho ainda conseguiu bolsar antes de sair de casa a seguir a um grande arroto, o que vale é que a irmã salvou-me J

Eu: Então? Como te salvou ela?

A: Foi buscar-me a caixa dos dodot´s, pedi-lhe ficou toda contente de estar a ajudar mas antes precisava de tirar a chucha, expliquei-lhe não precisas de tirar vai lá ao quarto e trás a caixa, passado 2 minutos apareceu como se tivesse a salvar a vida ao irmão.

Fiquei embevecida a olhar para o monitor com um sorriso de orelha a orelha, orgulhosa deste nós que construímos. 

17/11/2014

Das palavras que podiam ser minhas...

AQUI

Revi-me literalmente em todas estas palavras, quase que sou eu...

Morria de medo da prematuridade do V., quando às 32 semanas me foi dito que possivelmente teria que nascer para aliviar o meu sofrimento, disse que preferia continuar a sofrer o tempo que fosse preciso mas que não me tirassem, não queria chegar a casa de mãos e colo vazio, eu aguentava, às 35 semanas decidiram definitivamente que ele já não podia morar mais em mim, que o meu corpo já não lhe servia mais e que eu a mãe, aquele que o gerava, não lhe estava a fazer bem, lhe era prejudicial, a palavra incubadora gritava na minha cabeça, foi por pouco tempo, que sorte a nossa. 

Ainda me chateia que o suposto estado de graça me tenha faltado, que o meu corpo tenha falhado,

Ainda me entristece que a maternidade possa ser amarga, às vezes tão difícil.

Mas enche-me de felicidade saber que tivemos a sorte de conseguir, que tudo tenha corrido bem. 

Dos dias que não deviam existir...

Há dias maus…

semanas que começam mal…

cheguei atrasada ao trabalho, pensava que tinha perdido as chaves de casa, depois de revolver a casa toda lá as encontrei dentro do bolso de um casaco, tão simples, mas a casa está virada do avesso à minha espera,

cheguei à porta do edifício percebi que não sabia do cartão de acesso, até agora ainda não percebi se realmente o perdi ou se também está num sitio simples mesmo em frente aos meus olhos.

Abro o Facebook e vejo a noticia do Afonso, ontem já me tinha sido suficiente a noticia da Margarida.

Estou sem ar, tenho um aperto que acho que só desata com um grito, um grito de raiva, de revolta, entrelaçado em porquês? Porquês? Porquês? porquês? O esforço para as lágrimas não me saltarem dos olhos é imenso, não me sai da cabeça as palavras que li escritas pela mãe Vanessa sobre o Afonso: partiu envolto no abraço da sua mãe, não me sai da cabeça a fotografia da Genny com a Margarida ao colo, sou fraca caramba...

Parece que afinal a minha semana não está a começar nada mal, parece que todos os percalços matinais têm solução e estas mães? 

14/11/2014

Nosso Menu - Semana 47/52



Hoje o menu é da autoria da L. do Not so Fast, não conheço a L. pessoalmente, “conheço” de seguir o seu blog, das suas palavras concluo que é uma pessoa sem rodeios, sem meias palavras, sem mas e se’s, escreve de forma frontal, genuína e real, é o que é, é como é, é o que tem que ser e pronto! 

E é tudo isto que me faz gostar do seu blog, nem tudo é lindo e maravilhoso, a vida por vezes prega-nos rasteiras, saber cair e levantar sem olhar para trás...

Obrigada querida L. por no meio dos teus 11 bolos teres aceite o meu convite so fast J

13/11/2014

O poder do exemplo


A M. ainda gosta de comer com as mãos, segura na colher ou no garfo com a mão direita e sabe para o que serve mas é com a mão esquerda que prefere levar os alimentos sólidos à boca enquanto o garfo ou a colher batem na mesa em jeito de batuque.

Às vezes fico a tomar atenção e vejo que ela bem tenta, mas ou não consegue pôr a comida no talher ou a comida cai pelo caminho até à boca e ela entretanto perde a paciência para todo este processo e opta pelo caminho mais fácil.

Às vezes o cansaço trama-me e traz ao de cima o que tenho de menos bom, ontem foi a falta de paciência a falar literalmente mais alto, ontem falei alto com ela ao jantar, talvez até tenha mesmo gritado com ela que comesse com o garfo e que parasse de mexer no cabelo e na roupa com as mãos sujas de comida.

O A. disse-me: "Não grites, não fales alto, depois não te admires se daqui a um tempo ela também gritar".

As palavras dele ficaram a ecoar na minha cabeça, rapidamente lembrei-me quando ela anda em casa com os meus sapatos, quando quer por os meus brincos ou batom ou passear com a minha mala ao ombro, e não, não são só coisas de menina, são exemplos de acções diárias que ela vê e que quer imitar até porque nunca lhe ensinei ou mostrei com propósito como se anda de saltos altos, onde se põem os brincos ou o batom e que a mala se leva ao ombro, ela simplesmente observou e assimilou. 

A M. apesar dos seus recentes 2 anos já tem vontade própria, mas a realidade é que muitas vezes ela repete instintivamente as nossas atitudes, às vezes atitudes que para nós são automáticas e que nem nos damos conta se são um bom ou um mau exemplo e da possibilidade de ela as reter.

Percebi que a educação passa muito mais pela observação do que pelas ordens que lhes damos, como posso eu obriga-los a comer a sopa se eu não como?

Deitei-me a pensar nesta imensa responsabilidade dos pais servirem de exemplo a alguém que está em formação, a alguém que está em processo de aprendizagem, a pensar que cada gesto, cada acção, cada palavra minha está em constante e atenta observação.

A ver:

Vou tentar ser mais calma, ser mais ponderada, ser mais paciente, tentar que eles sejam muito melhores do que eu!

12/11/2014

Coisas dela#3


- Madalenaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, quem fez estes desenhos no móvel da sala? 

- Mamã, Pai! 

11/11/2014

Para lerem quando crescerem* #2

A vocês meus amores,

Gostava de explicar com palavras certas o que é, e como é o amor,

Gostava de conseguir explicar de forma exacta como se sente e como se processa, 

Gostava que a vida não vos apanhasse desprevenidos quando fossem tomados por ele,

Gostava de conseguir preparar-vos para o enfrentarem,

Mas não o sei fazer, não sei explicar, não sei responder a essa pergunta – o que é o amor? 

O amor é o sentimento mais importante que vão descobrir ao longo da vossa vida, garanto-vos que nada vai ser tão importante ou mais forte do que ele, mas lidar com este sentimento é uma tarefa difícil, mais difícil do que passar àquela disciplina que vão odiar ou mais difícil do que aquela cambalhota da aula de ginástica, mas é tão importante, tão forte, que ao contrário daquilo que não gostam não vão desistir dele. 

O amor não é uma coisa que se goste ou não se goste, não é assunto que interesse só a algumas pessoas, interessa a todos, o amor está presente em toda a vossa vida, nas coisas simples, numa palavra, num gesto, num filme, num livro, numa musica, o amor faz falta, precisamos dele para viver, arrisco até a dizer que é o amor que nos move, não temos que gritar ao mundo que nos importamos com o amor, podemos importar-nos em silêncio, o que importa é importar-nos. 

Estejam atentos para aprender como funciona o amor, e não, o amor não é disciplina da escola, mas o amor aprende-se, eu não nasci ensinada a amar, ninguém me ensinou a amar, quando nascemos apenas nascemos a precisar de amor, mas não se preocupem a vida vai encarregar-se de vos ensinar tal como me ensinou a mim.

Não quero que fiquem como uma visão pessimista do amor, mas não vos posso mentir, ele não traz só coisas boas, ele às vezes assusta, mete medo mesmo muito medo, nem sempre é correspondido, nem sempre resulta, nem sempre funciona, mas acreditem que é possível e que existe. 

Acredito que cada pessoa constrói a sua forma de amar, o seu próprio amor, não existem padrões, existem atributos, características, requisitos, necessidades e exigências que fazem cada um feliz de acordo com suas preferências, desejos e vontades, o amor, transforma, confunde, agita, fortalece, constrói, marca, enlouquece, muda as pessoas, por dentro e por fora, faz girar o nosso mundo. Quem explica isto? 

Como explicar o amor? Há um poeta que diz: Amar se aprende amando. Que forma delicada de dizer que não há forma de ensinar o que é o amor, que não se consegue explicar em palavras.

O amor que sinto por vocês é um amor que nasceu dentro de mim, uma amor que me fez rejuvenescer, me fez despertar, um amor que não me foi ensinado, aprendi a sentir,  um amor que foi crescendo e que cresce a cada dia que passa, um amor inexplicável.

Só se conhece um sentimento sentindo-o.

Eu sei o que é o amor, o amor verdadeiro, vocês também vão saber.

Com amor
Mãe


*para quando souberem ler

10/11/2014

Ao meu Avô

Raramente sonho com ele, muito raro mesmo, tenho uma relação com os sonhos assim para o esquisito, mas gostava de sonhar mais vezes com ele. 

Hoje também não sonhei com ele, mas lembrei-me dele e associado à lembrança um cheiro que de repente parecia que ele estava ali ao meu lado, hoje ele fazia anos. 

Já contei que o meu Avó foi o meu primeiro e grande desgosto da minha vida, foi assim de repente sem ninguém estar à espera, eu estava lá, fiquei completamente impotente, sem coragem para enfrentar a situação e fiquei do lado de fora ficando apenas uma porta a separar-nos, longe de imaginar que seria uma separação física para todo o sempre. 

Tinhamos uma relação especial, uma cumplicidade ímpar, era alto, grande, mãos enormes, com uns olhos verdes que desejava fervorosamente que os meus filhos herdassem, um coração bem à medida do seu tamanho, doce e meigo. 

Queria tanto que me tivesse visto a acabar o curso, que tivesse conhecido o A., me tivesse visto a casar, conhecesse os meus filhos, que os levasse na mão como me levava a mim em jeito de passeio e enquanto me apresentava o mundo e as coisas do mundo, queria que me voltasse a fazer capilé, groselha e pastéis de massa tenra, queria voltar a sentir a sua mão no meu ombro como que a proteger-me, aquelas mãos grandes mas de uma delicadeza que me convidavam constantemente à cumplicidade e à entrega deste amor que nos unia, queria... o que eu queria mesmo mesmo era ter-te aqui comigo outra vez, poder abraçar-te e dizer-te ao ouvido: Parabéns, gosto muito de ti! 

Tenho tantas saudades tuas!

07/11/2014

Nosso Menu - Semana 46/52

Alguma receita que precisem é só dizerem J

Bom fim de semana!

A festa da M.

A festa da M. foi simples, tudo preparado por mim com muito cuidado e amor, foi uma festa de família e admito que enquanto conseguir manter as festas de aniversário deles nestes moldes assim o farei. 

Este ano ela já percebeu muito bem que fazia anos, perguntou todo o dia pelo bolo, e dizia a todas as pessoas "Nena anos", inventei um bocadinho, decidi convidar o Mickey e a Minnie para a festa convencida que ela ia gostar da surpresa, não gostou, não gosta deles em tamanho superior ao dela, gostou de ter a casa cheia em especial de lá ter a sua prima B., gostou da sua festa e adormeceu ainda a sorrir e sempre a perguntar se o Mickey e a Minnie ainda lá estavam.

No dia seguinte a festa repetiu-se na escola e mais uma vez o que mais gostou foi do bolo e do cantar de parabéns. 

Percebi que não é preciso muito para a fazer feliz, o bolo é o elemento principal e essencial para o seu aniversário, a casa cheia alegra-a e o mimo nunca é demais.

Foi um dia feliz!

                           

                  

                         

                         

                        

                    
           

                       


                        

                         
* As fotos são crédito do Tio G.e da querida Educadora M.
Obrigada

06/11/2014

A Casinha das Manas

Domingo tirei a tarde para mim…

Fui a uma casa muito bonita, uma casa acolhedora, uma casa mágica, incrivelmente bem arrumada tendo em conta o seu fim, indescritivelmente bem decorada, uma casa de duas queridas manas que fazem com que a sua casa seja de todos os que lá entram, duas manas que partilham de forma genuína e descomplicada a sua arte e conhecimento, duas manas que recebem sempre de sorriso nos lábios, bem dispostas, alegres e felizes, contagiam todos os que lá entram, uma casa que eu não me importava nada mas mesmo nada nada que fosse minha, um sonho de casa, uma casa que nos fazer sonhar, A Casinha das Manas

O segredo desta casa são os ingredientes que utilizam: amor e dedicação, dois ingredientes que resultam em receitas maravilhosas, A Casinha das Manas é de entrar, comer e chorar por mais e por não querer sair. 

Não foi a primeira vez que lá estive e de certeza que não foi a última, fui a um workshop ministrado pela A. que nos agarra e entusiasma, que desmistifica toda a arte do cake design e torna simples o que parece ser difícil, faz-nos tanto querer voltar, a M. estava na cozinha e o cheiro que de lá vinha era a única coisa que por vezes me fazia deixar de olhar para a A. 

O grupo foi tão bom, 6 miúdas simpáticas, divertidas, bem dispostas, todas mães e a conversa girou muito nas experiências de cada uma enquanto mãe, afinal de contas estávamos lá todas pelo mesmo propósito, descomprimir um bocadinho do papel de mãe, ter um bocadinho só para nós, mas na realidade aprender a preparar bolos e bolinhos para a festas dos filhos, estávamos lá todas para nos esquecermos um bocadinho do mundo fora daquela casa, mas no que toca a eles fica difícil. 

Engraçado isto que cada uma faz com o tempo que tem só para si, o pouco tempo que tenho só para mim foi desta vez a pensar neles, eles sempre eles. 



As panquecas foram para o lache - Quando for grande vou fazer panquecas assim!

05/11/2014

Tios do Coração ♡

Sou sincera que não sei de onde surgiu este hábito de chamarmos tia e tio aos amigos dos nossos pais e aos pais dos nossos amigos, a realidade é que também eu fui educada dessa maneira sem nunca me questionar do porquê de assim ser, era e pronto.

Também eu educo os meus filhos a chamar tia e tio aos nossos amigos, antes não questionava porquê mas agora tenho os meus motivos, não porque é bem, não que eu seja aquilo a que se chama pseudo bemzoca, longe muito longe disso, sou simples tal como a vida que levo, ensino-os apenas a chamar Tia e Tio àqueles que entram pela porta da nossa casa, àqueles que achamos que de alguma maneira, por algum motivo fazem parte da nossa família, da nossa vida, àqueles que nos são próximos sem fazerem parte da família propriamente dita.

Quero que percebam que além dos tios de sangue há tios do coração, tios de coração que nos fazem declarações de amor, tios de coração que nos convidam a entrar nas suas vidas, tios de coração preocupados e atentos, tios de coração que gostam de nós como de tios de sangue se tratasse. 

Obrigada Tia R.M., obrigada pela forma deliciosa como aqui descreves a baby M., obrigada pela lembrança, obrigada pela memória, ontem encheste-nos ainda mais o coração. 

Um grande bj 

Parabéns Baby M. ❤

Há dois anos nascemos as duas - Tu filha Eu Mãe ❤ 

Espero que tenhas tido um dia feliz ❤ 



Com amor

Mãe

❤❤❤❤